9 de mar de 2012

Bike verdadeiramente sustentável

Por Paula Santos
Para um produto ser sustentável, ele deve possuir características que permitam a sua permanência de modo que possa ser utilizada por mais tempo. E a ideia de Alex Fernandez Camps, designer industrial espanhol, de criar uma bicicleta que cresce com a criança é o retrato dessa definição. As bicicletas infantis permitem a regulagem do banco, mas a proposta das GROW bikes, da fabricante espanhola Orbea, possui uma estrutura de alumínio que pode ser estendida horizontalmente conforme o crescimento da criança.

A bike possui três tamanhos para diferentes faixas etárias e o valor varia entre € 179 a € 249, dependendo do tamanho. Muitas vezes a criança acaba usando uma bicicleta muito grande ou muito pequena por um longo tempo, o que não faz bem para a saúde. As GROW bikes são, além de economicamente vantajosas, também ergonomicamente melhores, pois se ajustam ao tamanho do ciclista.
Veja aqui como funciona a bicicleta:

Vídeo promocional da marca:

28 de fev de 2012

Dicas úteis para quem for comprar uma magrela pela primeira vez.

Por: Alex SP
É comum encontramos nas lojas especializadas, ciclistas novatos à procura da sua primeira bicicleta, perdidos no meio de tantas opções e sem a mínima idéia de como usar seu dinheiro da melhor forma possível. Alguns esperam gastar pouco, outros muito, e outros não fazem a menor idéia do quanto custa uma ou de que tipo de bike precisam ou querem.
Só isso já seria suficiente para justificar uma matéria como essa, com dicas e manhas para quem pegou o “bichinho das magrelas” e não sabe por onde começar. Leiam o então esse guia de compras com os 10 Mandamentos do Comprador, baseado em anos de experiência nossa (nos dois lados do balcão) é para você.

Os 10 Mandamentos do bom comprador

1. Escolha sensata
Antes de mais nada é importante lembrar o que estamos sempre falando aqui no site PEDAL: se você está entrando sério no negócio, procure sua bike em uma loja especializada. Supermercados e lojas de departamento raramente possuem pessoal com conhecimento específico em bikes, equipamentos ou mecânica, e acredite, isso faz MUITA diferença. Vale a pena investir nisso se você quer usar a bike para fins esportivos.

2. Qual loja ?
Em praticamente toda cidade há pelo menos uma loja especializada (se não houver uma na sua, procure na cidade mais próxima...). Mas como escolher a melhor para você ? 
Entrar na loja errada, com dinheiro para gastar e nenhum conhecimento aumentam as chances de você comprar uma bike que a loja quer se livrar ao invés da que você precisa. Por isso, o ideal é se informar um pouco com a galera do pedal local sobre as lojas da região – quais são as melhores, e por quê. O melhor visual, locação ou os “preços mais baratos” nem sempre são o melhor indicativo de bons serviços. Procure uma loja com atendentes que pedalam, que sejam solícitos e receptivos mas também informados, de preferência que sejam eles próprios bikers. 
A loja oferece mecânica qualificada, oficina organizada, boa variedade de componentes, garantias? Que nos desculpem as “bocas”, mas a concorrência só traz benefícios para os clientes - e qualidade, paixão pelo esporte, capricho e organização são mais importantes do que preços baixos... Pesquise bastante e não se arrependa!

3. Informação é poder!
Da mesma forma, vale a pena se informar um pouco sobre bikes, equipamentos e afins antes de “ir pro abraço”. Isso também ajuda a evitar enganos das duas partes (o vendedor e você). Existem também inúmeras “pegadinhas”, as bikes têm centenas de componentes e as gírias e jargões usados também não são poucos. Informação é poder e você deve ao menos ter uma idéia do tipo e nível de bike que você quer. 
Isso reduz as chances de você gastar mais do que precisa ou o contrário – terminar com uma bike que não se presta ao uso que você quer dar! Uma dica é começar aqui mesmo, no site PEDAL, pois todos os meses são apresentadas matérias de tecnologia, mecânica, componentes, competições, testes, saúde e treinamento (desculpem o jabá, hehehe....). Outra é procurar um clube de ciclismo, colegas que já pedalem, etc. Nas lojas, não se acanhe nem tenha medo de passar por ignorante: quando tiver dúvidas, pergunte mesmo!

4. Equipamentos indispensáveis
Se você está realmente começando, não se esqueça de considerar, além do valor da bike, o custo dos acessórios que você vai precisar. Alguns são indispensáveis, como o capacete. Pode ser que você pechinche e acabe ganhando, além de um desconto, um suporte e caramanhola instalados na bike. Mas e que tal um capacete (nem pense em não usar!), luvas, uma bermuda, uma bomba e câmaras extras, e um kit de ferramentas e remendos para emergências ? Isso é o básico. Não precisa ser tudo do bom e do melhor, mas ainda assim vai custar alguma coisa e portanto deve entrar nas contas de uma bike nova.

5. Aqui ou lá fora?
Hoje em dia, com a internet e as facilidades de se comprar no exterior, fica sempre a pergunta: “compro aqui ou trago de fora ?”. Existem vários argumentos e motivos para comprar sua bike em uma loja especializada por aqui: serviço personalizado, garantias, montagem especializada são apenas alguns mais óbvios. A não ser que você saiba bem o que quer e esteja viajando e queira aproveitar a ocasião, é sempre aconselhável dar preferência para as lojas locais. 
Se você considerar que é preciso incluir o preço da montagem, as taxas e o transporte, pode descobrir que sai quase empatado em termos de valor – com a comodidade de saber que a garantia é certa e os riscos são menores. Além disso, um bom relacionamento com a “galera” pode começar na hora da compra!

6. Descontos
Cada loja tem um limite para oferecer descontos numa bike, mas geralmente essa margem não é muito grande. Pode-se conseguir descontos melhores em equipamentos e serviços, sobretudo na hora da compra, ou ainda uma condição de pagamento mais “elástica”, mas o mercado de bikes, especificamente na faixa das bikes básicas e intermediárias (que são as faixas mais competitivas) trabalha com margens menores. 
Bikes top, mais caras, podem ter maior margem, e o desconto pode ser maior também em bikes e modelos de anos anteriores ou fora de catálogo. Procure por promoções específicas de alguma marca, ou pechinche nos acessórios e serviços, usando o bom senso e a oportunidade. Não subestime seu poder de compra, mas não espere superdescontos!

7. O que importa é a qualidade do serviço
Algumas lojas oferecem serviços diversos para atrair o cliente: de check-ups e lavagens grátis a serviços de busca-e-entrega (delivery). Mas o que importa mesmo é a qualidade do atendimento e sobre tudo da mecânica da loja. O vendedor quer apenas empurrar uma bike X ou Y ? Não tem paciência para explicar como funciona A ou B ? Se recusa ou não sabe como justar corretamente a bike ou algum acessório ? Não importa se a loja é bonita e cheia de produtos e cartazes, se o atendimento for ruim, as chances de você ficar na mão e ter problemas quando precisar de alguma ajuda, são grandes. Da mesma forma, lojas onde os atendentes e mecânicos são bikers (não-esnobes, é claro) tendem a ser mais camaradas e quem ganha com isso é você. Valorize seu dinheiro!

8. 1,2,3...testando!
Algumas lojas permitem que você dê uma voltinha no quarteirão, o que pode ser pouco para ter uma boa idéia do comportamento da bike, mas serve para dar um “feeling”, sobretudo quando se está comparando bikes – ainda mais bikes com suspensão. Esse pequeno rolê pode ser ainda mais importante se a bike for usada, pois “maquiagens” e gambiarras podem ser detectadas nesse momento. Se algum amigo tiver um modelo igual ou parecido com o que você quer, peça emprestado para fazer um teste. Nenhum esforço é demais se for para você comprar a bike ideal para suas necessidades e seu gosto.

9. Bikes usadas: bom negócio?
Às vezes comprar uma bike usada pode ser um bom negócio. Se a bike estiver em uma loja, pode estar em consignação ou ser da própria loja (se entrou como parte de pagamento por outra magrela, por exemplo), e provavelmente sofreu alguma revisão ou ajuste que a deixou em ordem. O preço pode compensar, mas a análise detalhada do estado dos componentes (muito importante) e do quadro (muitíssimo importante!) é fundamental nesses casos. Se possível, deve ser feita por algum amigo ou mecânico de confiança, alguém que entenda bem do assunto e possa dar um parecer sem maiores interesses. Lembre-se também que se o negócio parecer bom demais para ser verdade, pode ser mesmo (leia: “pegadinha”). Caso contrário, invista numa bike nova que o retorno é certo.

10. Você no comando
O mais importante de tudo é se sentir confortável com sua escolha. Não se sinta pressionado a decidir na hora, nem embaraçado por pedir informações que você julga necessárias para sua decisão (ninguém tem a obrigação de saber absolutamente tudo sobre bicicletas, nem mesmo o vendedor!). Lembre-se que por mais interessado que você esteja em comprar uma bike, quem manda é você, o cliente.

Fonte: Pedal

16 de fev de 2012

Bogotá: Como a capital colombiana tem se esquecido dos carros e se preocupado com pessoas e bikes

Por Racquel Tomaz

Quando se fala em Colômbia, no que você pensa? São tantas as famas (boas e ruins, como no caso de todos os outros países) que podem ser atribuídas a esse país! Mas pensando especificamente em Bogotá, vemos algo que muito nos interessa: a revolução das bikes. Hoje, são cerca de 180 km de ciclovias em toda a cidade, podendo chegar a 300 km aos domingos e feriados. É estimado que mais de 2 milhões de pessoas circulem por essas ciclovias.
Um fato coopera muito com a utilização das bicicletas no país: apesar de ser cercada por três lados por planaltos e declives (e incluo, aqui, os Andes), a região central da Colômbia tem topografia plana. Desde a década de 1970, então, existe o projeto das “Ciclorrutas Bogotanas”, que tem como objetivo incentivar o uso das bicicletas, que, a princípio, consistia em limitar vias para circulação de bicicletas aos domingos e datas festivas.

Mas o catalizador dessa revolução foi o prefeito Enrique Peñalosa, que cumpriu o seu mandato (1998 – 2001) de forma diferente do que os colombianos (e, arrisco dizer, nós brasileiros) estavam acostumados. Ao invés de executar obras como de grandes viadutos e largas vias, ele optou por investir essa verba em transporte público exemplar e, claro, ciclovias. Estas últimas sempre ligadas a terminais de transporte coletivo. (continue lendo)

1 de fev de 2012

"Devoção" por carros pode estar relacionada com agressividade no trânsito

Por Luciana Carvalho
Fonte: Revista Exame em 10.12.2011

Quando o carro deixa de ser visto como um mero meio de transporte e se torna uma extensão da personalidade do dono, a agressividade para com outros motoristas e o risco de acidentes de trânsito aumentam. Essa foi a principal conclusão de um estudo feito pela Fox School of Business, da Temple University, nos Estados Unidos.
A pesquisa foi divulgada recentemente pelo periódico Psychology and Marketing e tem como base dois levantamentos feitos em Israel. Em um deles, 134 homens e mulheres na faixa dos 23 anos responderam perguntas gerais sobre seus valores, personalidade e atitudes. O outro, baseado no primeiro, foi feito com 298 pessoas, que falaram sobre atração pelo risco, impulsividade, prazer em dirigir e pressa.
A partir dessas respostas, os pesquisadores perceberam que, quanto mais uma pessoa se identifica com seu carro e vê nele um reflexo de sua personalidade, maior é a tendência de ser agressivo enquanto dirige e de infringir as leis de trânsito. Esse comportamento também é mais forte em pessoas materialistas e com tendências a compulsividade.
Não é à toa que os seguros de carro são, em geral, mais caros para homens com menos de 25 anos. Segundo o estudo, jovens que ainda não têm sua identidade completamente formada tendem a ser mais hostis no volante, usado como artifício de autoafirmação. Além disso, eles costumam ser mais confiantes do que o recomendado e fazendo manobras muito arriscadas.
A pesquisa acrescenta ainda que, ao verem os carros como extensão de si mesmos no trânsito, os mais agressivos encaram as ruas como um território a ser ocupado e controlado por eles, inclusive com o uso da força.
Essa atitude não está ligada diretamente ao modelo ou ao preço do carro. De acordo com outra pesquisa, realizada pela Colorado State University e publicada em 2008 pelo Journal of Applied Social Psychology, os motoristas mais agressivos são aqueles cujos carros possuem adesivos decorativos, independentemente da mensagem escrita neles.
A explicação, segundo os pesquisadores, está na intenção de marcar o território e, se for preciso, enfrentar quem ousar invadir seu espaço.

30 de jan de 2012

Em regime de teste, Metrô e CPTM liberam uso parcial das escadas rolantes para transporte da bicicletas.

Por: Redação da Revista Época SP

O Metrô de São Paulo e a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) acabaram de tomar uma decisão animadora para os ciclistas: a partir do dia 4 de fevereiro, sábado, estará liberado o transporte da bike pelas escadas rolantes nas subidas. O uso da escada rolante será autorizado nos dias e horários em que  é permitida a entrada da bike no metrô e nos trens da CPTM*. Atualmente, o transporte da bicicleta, tanto na descida quanto na subida, é feito exclusivamente pelas escadas fixas nas estações do metrô e CPTM.
A medida ainda está em regime de teste, e atende uma importante reivindicação feita pelos ciclistas nos últimos tempos. “Recentemente, o Metrô recebeu manifestações de ciclistas reportando dificuldades no transporte das bicicletas e prontificou-se a realizar estudos para solucionar a questão”, diz o comunicado da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos.(continue lendo)

Troque garrafas PET por bicicletas

Em meio ao caos do trânsito das grandes cidades, ou mesmo nas regiões menos populosas, a bicicleta é o primeiro veículo que vem à mente quando falamos em transporte ecologicamente correto. E graças à invenção do artista plástico uruguaio Juan Muzzi, já é possível contribuir ainda mais para a preservação do meio ambiente.
Com a bicicleta feita de garrafas PET, cerca de 200 unidades deixam de ir para aterros sanitários e se transformam no “quadro” da bike. A grande vantagem é que ela traz todos os benefícios dos modelos convencionais, com a diferença de ser mais barata e resistente, não enferrujar, ser mais leve, ter amortecimento natural e ainda ser completamente reciclável.
Divulgação /
Além das garrafas, em breve outros materiais à base de resinas plásticas, como para-choques de carros e embalagens de xampu poderão ser utilizados na fabricação. A meta do inventor é produzir 132 mil unidades por ano, reciclando assim 15,8 milhões de garrafas.
Por enquanto, a Muzzicycle, como a bicicleta é chamada, está sendo confeccionada por encomendas em São Paulo e já há 2,5 mil pessoas na fila de espera. Ao todo, são três modelos diferentes e os preços variam de R$ 250 a R$ 3 mil. E o preço ficar menor se o interessado levar suas próprias garrafas! 

28 de jan de 2012

São Francisco e Medellín vencem o Prêmio de Transporte Sustentável 2012


Artigo originalmente publicado em EMBARQ.org em 24 de janeiro de 2012.

São Francisco (EUA) e Medellín (Colômbia) foram as cidades vencedoras do 8º Prêmio de Transporte Sustentável. A premiação aconteceu no dia 24 de janeiro, durante o 91º Encontro Anual do Transportation Research Board (TRB), em Washington D.C. Além das duas cidades, também foram indicados Buenos Aires (Argentina) e Cidade do Cabo (África do Sul) foram indicados ao prêmio. Os vencedores foram selecionados com base em quatro características: melhoria da mobilidade para os cidadãos, redução de emissão dos Gases de Efeito Estufa (GEE) e da poluição do ar causada pelo transporte, melhoria da segurança, e aumento da acessibilidade para ciclistas e pedestres. Além disso, cada cidade indicada ao prêmio tem um papel ativo de liderança em mídias sociais e tecnologias online para atingir os usuários e cidadãos, proporcionando serviços mais informativos e convenientes.
Ação 'Pavement to Parks' em São Francisco transforma vagas de carros em espaços públicos para as pessoas. (Foto: Jeremya Shaw)

“São Francisco e Medellín estão dando o exemplo ao trabalhar em diversas áreas simultaneamente – oferecendo às pessoas opções de transporte de alta qualidade”, disse Walter Hook, diretor-executivo do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP). “Estamos muito felizes, pois é o primeiro ano em que um programa de estacionamentos, o SFPark de São Francisco, é reconhecido. O estacionamento é uma onda de poderosas ferramentas para controlar o congestionamento, lutar contra as mudanças climáticas e redefinir o espaço urbano”. (continue lendo)



18 de jan de 2012

1º Fórum Mundial da Bicicleta em Porto Alegre

Habituada a receber conferências e fóruns globais, Porto Alegre agora se prepara para mais uma reunião que vai marcar a vida da cidade em busca de um futuro mais sustentável. O 1º Fórum Mundial da Bicicleta (World Bicycle Forum) será realizado na capital gaúcha em fevereiro, com o objetivo de dar mais um passo em busca de uma cultura mais sólida da bike.